da pressão se ser você mesma

Eu sou uma pessoa que me cobro muito. Me cobro ser perfeita sempre. Me sinto muito, mas muito mal quando eu erro, ou quando sei que estou sendo julgada. Daria tudo para conseguir estar super bem com a opinião alheia e viver sem pensar muito no que alguém vai achar do que eu faço.

Mas não...eu não sou assim.

Eu me escondo através de meus filtros. Me adapto a cada pessoa com quem converso, esquecendo muitas vezes do que penso e do que eu sinto sobre ela ou sobre o assunto conversado. E muitas vezes quando eu não faço isso, quando sou realmente sincera, me arrependo amargamente de ter sido, pois ali revelo o que realmente sou e muitas vezes não estou nenhum pouco satisfeita com quem eu sou. 

Sou tão insegura com tantas coisas. Eu julgo tanto as pessoas. Pessoas essas, que assim como eu, estão provavelmente sofrendo internamente paradoxos e contradições sem fim e raramente consigo me colocar no lugar delas, tem empatia, compreensão e outras coisas que eu queria ter.

Todo esse texto acima eu escrevi em uma segunda-feira, há umas duas semanas atrás, quando eu acordei com uma angústia enorme no peito que não me deixava sorrir pra nada. Depois de algumas horas com esse sentimento, sentei aqui e escrevi as linhas acima e uma maneira de despejar aqui sentimentos que não me faziam bem e deu certo.

Fiquei imediatamente mais leve ao escrever e ao reler o que escrevi na hora. Agora já acho que fui muito dura comigo. E que apesar de ainda ter tudo isso mesmo em mim que eu escrevi acima, hoje já me sinto melhor comigo mesma, aceito um pouco melhor. E aqui acho a lição disso tudo: nada como um dia após o outro.