Uma semana linda

Chegamos na nossa 38 semana. Temos ainda mais duas semanas pelo menos de espera pelo nosso menino lindo, e nesses últimos dias eu acordo e penso: será que é hoje? hehe. Fico bem mais atenta a cada sinal que meu corpo possa me dar da chegada dele. Mas continuo bem em paz nessa espera. Confesso que estou surpresa comigo mesma quanto à isso.

Que coisa louca essa de não saber quando será o dia mais importante da sua vida! Tem gente que não aguenta de ansiedade e já marca logo o dia desse encontro, mas nós seguimos aqui confiando na data que ele quer vir será a melhor, e trabalhando nossa paciência e nossa confiança no nosso Deus, que sabe o tempo ideal para todas as coisas. 

Nessa semana vivemos momentos muito especiais! Na terça, fomos à mais uma consulta com o nosso obstetra que disse que tudo segue o fluxo correto. Revisamos nosso plano de parto, conversamos bastante sobre um monte de coisas que ainda nos pairava dúvidas e saímos de lá com o coração mais leve e confiante que o grande dia será bem tranquilo na medida do possível. 

Na quarta, acordei às 6h da manhã meio inquieta. Achei que era mais um sinal de que o dia tava chegando, e era. Só que era a chegada de um outro menino muito importante. Alguns minutos depois, recebi mensagens da Carol falando que já estava no hospital com sua bolsa já rompida e que naquele dia seria o dia que conheceríamos nosso Caê! What?! Quase morri do coração!

Algumas (intermináveis) horas depois, recebo uma foto que nem consegui olhar direito de tantas lágrimas nos meus olhos. Que emoção ver aquele serzinho que vínhamos falando e esperando há tanto tempo! Ver um olhar tão emotivo nos olhos da minha amiga, que agora já tinha passado de gestante para mãe. E a gente achando que eu ia viver isso primeiro, mas o que a gente sabe dessa vida né? Agora já tenho mais um lindo relato de parto para me deixar ainda mais tranquila em saber que no fim o que importa mesmo é ter um bebê lindo e saudável nos braços. Ah, Caetano, meu lindo...quantas coisas você já nos ensinou! <3

Incentivado pela chegada de Caê, Felipe já começou a quarta-feira cheio de resoluções e querendo resolver tudo possível para deixar tudo pronto no trabalho para a chegada do nosso bebê. Eu já fiz os últimos dos últimos preparativos aqui, tentando finalizar ao máximo todos os meus trabalhos também. Como essa experiência da espera já nos muda, nos transforma de um jeito tão forte. Imagino que quando ele chegar, será um aprendizado a cada segundo.

Na quinta-feira, tivemos outra experiência incrível! Como já disse em quase todos os meus posts anteriores, uma das coisas mais importantes que fiz nessa gravidez, foi ter me matriculado no Yoga. Através dessa atividade, que ainda continuo indo por sinal, eu não só acalmo meu corpo, lhe dou mais força, como aprendo a respirar e a acalmar minha alma e meu coração. E além disso tudo, eu conheci pessoas incríveis, uma delas foi a Rita que fez algumas aulas com a gente e que ofereceu a ministrar o ritual da Despedida da Barriga.

Antes de ficar grávida, nunca tinha ouvido falar nesse ritual. Mas achei fantástica a ideia de ter um momento de falar tchau pra essa minha pesada companheira e de dar as boas vindas ao nosso bebê. A cerimônia da barriga é feita na 38 semana, exatamente por ser a semana onde os médicos consideram que o bebê já está prontinho para sair. E aí, já podemos chamá-lo. hehe.

Nunca participei de outra despedida da barriga, mas nessa, tivemos momentos de dança com o marido, danças em grupo, e um momento que considerei o mais lindo de todos: o lava-pés. Os pais lavam os pés das mamães que estão numa bacia com água quentinha cheia de camomila. Massageando os pés, o papai vai falando palavras para o bebê, dizendo o que vier no coração. Depois disso, cada pessoa ali presente, também fala palavras de boas vindas pra barriga da grávida. Nem preciso falar que morri de chorar também né? Foi lindo. Me senti muito privilegiada de viver esse momento.

No fim de semana não paramos de pensar que poderá ser o último que viveremos como dois. Não conseguimos parar de sorrir e de imaginar esse encontro. Pode vir, filho querido! Queremos você aqui mudando toda nossa rotina, nossa vida e nosso olhar pra ela.

Família e amigos, fiquem tranquilos! Assim que Noah der sinais a gente vai contar pra vocês. Ok? ;) #vemnoah

 

Sobre ultras

Lendo o diário que minha mãe escreveu pra mim quando estava grávida, fiquei ansiosa para chegar na parte quando ela foi fazer a ultrassonografia para ver o relato dela sobre essa experiência que por fim, só aconteceu dois meses antes de eu nascer, e mesmo assim, a resolução da tela era tão ruim que ela não conseguiu confirmar se era mesmo uma menina que viria por aí.

Fico sempre muito surpresa e grata com esse avanço da tecnologia. Hoje, eu não consigo imaginar como seria viver uma gravidez sem as queridas ultrassonografias. Fiz a minha primeira ultra, que pra mim, até hoje, foi a mais importante delas, com 9 semanas de gestação. Quase que um mês depois que eu descobri que estava grávida. Estava muito ansiosa para saber se esse coraçãozinho batia forte, se aquela vida estava ali mesmo. Lembro que eu fiquei olhando para aquela tela, com aquela imagem esquisita, muito bolada (não consigo achar outro termo) por ver um ser ali dentro de mim. Felipe chorou, tirou foto e eu meio que ria muito de nervoso e pensava: "Caramba! Tenho dois corações batendo dentro de mim! Estou gerando um ser humano!" Gente! isso é muito sinistro! 

Depois disso, basicamente minha vida se baseia em ultras. hahaha. Só quero saber da próxima, e se eu fosse muito rica, arrisco a dizer, que compraria um aparelhinho daqueles para conseguir ver a criança todo dia se mexendo, coração batendo e tudo mais! Mas na vida real, por enquanto, faço ultras de mês em mês e cada uma delas tem uma importância específica e me conformo com os muito chutes e cambalhotas diárias que sinto por aqui.

A função da ultra, definitivamente, não é descobrir o sexo do bebê, mas é isso que eu passei a querer saber muito, quando vi que tudo estava indo bem com ele. No último mês, fiz uma que era mais de rotina mesmo e o médico deu o palpite que era uma menina, contrariando o primeiro palpite da ultra anterior que seria um menino. Achei o palpite do último médico mais coerente com os palpites e apostas em geral dos meus amigos, familiares and marido, e achei muito que era uma menina mesmo! Mas nessa última quinta (10/11), ao fazer uma ultra super importante nesse meio do caminho, chamada de morfológica, além de descobrirmos que estava tudo perfeito com o nosso bebezinho, descobrimos que seremos pais de um menino! E estamos muito felizes, principalmente em saber que ele está crescendo saudável, com as medidas todas certinhas. Que alegria!

Voltamos para casa, contando pra todo mundo que a ultra anterior e todos os palpites e feelings nos enganaram feio e que é o Noah que está chegando já já por aí. Depois fomos comemorar mais essa grande novidade na mais nova hamburgueria da cidade, com nossos corações muito gratos por esse privilégio tão grande que Deus nos concedeu. 

Tudo tão borrado, mas ao vivo é mais legal de ver e entender o que é o que! Juro!&nbsp;hehe

Tudo tão borrado, mas ao vivo é mais legal de ver e entender o que é o que! Juro! hehe

Nessa noite eu não consegui dormir bem. Não sei se por causa da falta de posição confortável, ou pela adrenalina de tantas novidades, da surpresa, do amor que cresce dentro de mim incontrolável por um ser que ainda nem conheço. Mal posso esperar para tê-lo em meus braços, quando nem vou mais lembrar dessas ultrassonografias. Mas por enquanto, curto muito ter ele aqui sempre comigo e me contento em esperar o próximo mês para o nosso próximo encontro através da telinha do médico.

 

Medos

Eu sei que por enquanto você não sabe o que significa medo. Aliás, por enquanto você nem tem um cérebro formado ainda para saber de nada, mas por aqui do lado de fora de mim, existem várias coisas boas e ruins e boas e ruins ao mesmo tempo, e uma delas é o medo.

Espero que você só conheça essa palavra com bastante anos de vida, mas você provavelmente vai senti-lo um pouco antes. Esse sentimento toma conta de você sem você pedir. Ás vezes é pro bem, mas na maioria das vezes esse sentimento só te trava e te impede de fazer coisas, que normalmente são bem legais, tipo ter um filho.

O medo tem um aliado muito grande que se chama desconhecido. Esses dois são uma dupla dinâmica! Eles crescem juntos também, o que piora muito as coisas. Quanto maior o desconhecido, maior o medo. Por exemplo, eu estou aqui enfrentando um grande desconhecido pra mim: a maternidade. Aí, vem o medo de fazer tudo errado junto, de me perder de mim mesma e de viver só de culpa (outro sentimento ruim, que depois te explico melhor). E é grande. Mas provavelmente, quando eu estiver esperando seu irmão/irmã, não me sentirei da mesma forma. Já vou ter enfrentado esse desconhecido e o medo fica menorzinho e/ou chega de outras formas.

Mas preciso te confessar que tem desconhecidos que eu sinto menos medo, e posso até dizer que sinto uma felicidade. Por exemplo, mudar de cidade! Já te adianto que você vai chegar em uma família que se muda muito e acho que você vai gostar disso também. Eu e seu pai simplesmente amamos e acho que conseguiremos te contagiar com essa vibe. Esse desconhecido nos proporciona um monte de dores de cabeça, mas tentamos não focar muito nisso e quando lembramos de todos os lugares por onde passamos, só nos vem coisas boas na mente e no coração, como os lugares incríveis que visitamos, as culturas que tivemos o privilégio de conviver tão de perto, e principalmente, as pessoas maravilhosas que conhecemos e com que pudemos crescer como seres humanos. Filho (a), esse desconhecido é maravilhoso!

Resolvi te escrever sobre isso, pois eu fico pensando muito nas coisas que você vai ter que enfrentar quando não estiver mais aqui dentro de mim. Não vou conseguir te proteger tanto. Não vou poder evitar muitas das suas maiores dores e temores. Não vou conseguir curar um coração partido por um amor, ou uma doença que possa te acometer. Mas posso te prometer, meu bem, que por maior que seja o medo que você tenha, a dor que você sinta, eu estarei aqui pra chorar com você, te fazer um carinho, te dar colo e cafuné. Mas além de mim, e principalmente, você terá o maior Consolador de todos aos teu lado. Ele vai te dar um amor que eu nunca vou ser capaz de sentir, vai te dar um paz que nem brisa fresca no verão e você vai ter um coração cada dia mais grato e forte por causa disso.

Quase na metade

Chegamos aqui na nossa 19 semana de gestação. Para você que não está grávida, ou não é companheiro/a de grávidas ou não é obstetra, isso significa uns 5 meses. hehe. E estamos indo muito bem! Graças à Deus!

Estou achando muito legal observar as fases que a gestação nos proporciona e poder ter o privilégio de trocar essas coisas com amigas queridas que estão passando por isso ao mesmo tempo que eu. Muda tantas coisas em tão pouco tempo, que às vezes é até difícil de absorver tudo sozinha. Obrigada Carol e Manu pela companhia nessa jornada!

No início da gestação a única coisa que me preocupava era saber se o bebê estava bem e saudável, nem conseguia pensar muito em outra coisa. Essa continua sendo uma das minhas (muitas) preocupações, é claro, mas agora estou bem mais curiosa em confirmar o sexo do bebê, por exemplo. Não conseguimos confirmar com 100% de certeza na última ultrassonografia, mas o médico e 98% das pessoas, apostam que será uma menina. Nós também. :D Mas vamos ver...

A gravidez me trouxe uma preocupação extra com meu corpo. Nunca na vida passo um dia se quer sem me emplastar de hidratante, protetor solar e repelente, este último usado com mais moderação. Penso muito na minha alimentação também, apesar da minha vontade por doces, principalmente bolos/tortas e brownies de chocolate terem sido triplicados desde que fiquei grávida, tenho tentado prestar mais atenção nas quantidades.

Faço yoga para gestantes duas vezes na semana, o que eu recomendo MUITO para todas que puderem ter essa oportunidade! Tem sido maravilhoso para meu corpo e para minha mente. Fora que a minha professora é uma fofa and doula, que me dá muitas dicas e conselhos maravilhosos!

Nesse segundo trimestre, eu me sinto bem mais cansada depois de andar muito, e tenho tido umas dores nas costas chatas, depois de um dia de trabalho muito longo, o que me faz querer e precisar ter umas pausas no meio do dia para uma soneca ou apenas esticada de pernas. Obrigada, home office por me proporcionar tantas alegrias e privilégios. Yay!

Essa semana senti ela (e) mexer e muito! Principalmente depois das minhas posturas no yoga. Não achei nada muito mágico como dizem não. hahaha. Achei estranho, na verdade, mas é MUITO legal ter a certeza que ela (e) ta vivinha (o) da silva aqui dentro. 

Fora isso, me interesso cada vez mais por esse novo mundo. Comecei a seguir blogs e canais no youtube relacionados à isso e deixei o meu amado Netflix um pouco de lado (só um pouco, to viciada em Luke Cage no momento).

Acho que a coisa que mais gosto no momento, é ficar vendo roupinhas fofas e imaginar um ser humano que nascerá de dentro de mim (OMG) dentro delas! Tudo é tão fofo e pequenininho! Outra coisa muito legal é ver o quanto as pessoas são ainda mais fofas comigo, e confesso que me aproveito disso para ser um pouco mais folgada e mimada do que já sou. hihihi.

É isso por hoje! Volto em breve com mais updates dessa minha aventura. 

Beijos de nós duas (ois) pra vocês!

Como tudo começou

Estávamos no início da nossa querida adolescência. Lembro-me perfeitamente quando eu olhei para ele pela primeira vez. Ele se escorava no corrimão que dava para o ginásio da nossa escola ao lado dos meus amigos de turma na hora do recreio. Não posso dizer que foi amor à primeira vista, mas naquela vista ali consegui ver um olhar muito sereno e tinha certeza que eu ia ser amiga daquele menino.

E foi assim mesmo, ficamos amigos, depois sentimos vontade de sermos mais. Namoramos por longos 3 meses (tempo de adolescente é outro) ou até as férias escolares chegarem. Elas chegaram e nos separamos. No ano seguinte continuamos amigos coloridos, daqueles que se abraçam com mais força e se beijam vezenquando.

Depois mudei de escola e nos separamos de novo. Sim, naquela época não existia internet, então namoros eram baseados em escolas e telefonemas super demorados. Nós nunca fomos de telefonemas, então ficamos baseados na escola mesmo. Depois dessa separação, nos falávamos muito raramente, até surgir a internet e conseguirmos nos comunicar através do MSN. Mas éramos só amigos. Acompanhamos a vida um do outro como amigos que se queriam bem e se amavam muito.

Quando voltei da minha missão na Suazelândia, tive uma vontade muito forte de vê-lo de novo. Liguei, marquei um encontro. Ele matou aula na faculdade pra ir me ver. Depois de alguns chopes nos beijamos e nunca mais paramos. 

2 dias depois falei que amava ele e ele falou que também. 2 meses depois pedi pra namorar com ele e ele concordou. 2 anos depois pedi pra casar com ele e ele disse que sim. 4 anos depois me encontro aqui esperando um filho (a) daquele menino lindo com o olhar sereno que conheci nos meus 14 anos de idade em uma escola que eu nem queria estudar. 

Dessa história tiro lições que quero passar para você, meu bem:

1. Esteja sempre atento ao seu coração. Ele pode te mostrar pessoas e coisas incríveis em um momento comum do seu dia.

2. Valorize sempre seus amigos e cultive a amizade que construíram. 

3. Se achar que deve fazer alguma coisa, faça. Ligue, beije, abrace, mande mensagem, e-mail. Faça o que estiver no seu coração.

4. Esteja sempre aberto a mudanças. Elas podem te trazer surpresas maravilhosas.

5. Não acredite no que seu pai disser sobre essa história, ele cisma em mudar algumas coisas que eu falo. :D

Um primeira introdução

Oi meu amor,

Nem sei se na época em que você quiser ler isso, quem sabe daqui há uns 20 anos, haverá essa coisa que hoje em dia chamamos de internet e nesse caso mais específico, de blog. As coisas mudam tão rápido que fica difícil fazer essas previsões. Também não sei se você vai querer ler essas coisas, mas achei melhor garantir que as minhas palavras estivessem por aqui, assim como as palavras da sua avó estão em um caderninho bem amarelado, escrito a mão (pois quando eu estava pra nascer ainda não existia nem computador, veja só!). Tenho ele aqui guardado com todo carinho. Essas palavras que ela escreveu me levam a época onde ela estava onde hoje me encontro: esperando um serzinho tão pequeno, mas que irá mudar nossas vidas de uma forma tão grande.

Essa foto foi tirada pelo seu pai, na semana em que completamos 13 semanas esperando por você. Tenho aprendido tanto nessa espera, querido. É um mundo novo que se abre para mim com a sua chegada, na verdade, nesse momento com a sua espera. Vou te contando aos poucos como tem sido essa espera, mas já posso te adiantar que estou adorando descobrir esse mundo novo e só posso fazer isso, por que tenho você aqui dentro.

 

Te espero ansiosamente, meu bem.